segunda-feira, 15 de junho de 2015

PROBLEMA DO PLÁGIO NO MEIO ACADÊMICO


1.          INTRODUÇÃO



1.1.       Conceito do Plágio


Resta as indagações: Qual o real conceito para autoria? O que é o termo e a ação de Plágio?
Segundo (GOVERNO FEDERAL, Lei nº 9.610/1998), ” Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”
O desenvolvimento de obras intelectuais de características única, exemplifica o conceito para autoria, em resumo, aquilo que você cria de forma escrita ou visual, sem copiar nenhuma ideia existente, é o que chamamos de autoria.
Segundo (Michaelis), plágio “Cometer furto literário, apresentando como sua uma ideia ou obra, literária ou científica, de outrem: Acusaram Eça de plagiar Zola. 2. Usar obra de outrem como fonte sem mencioná-la. 3. Imitar, servil ou fraudulentamente. ”
O simples fato da informação está disponível publicamente, não autoriza ninguém a fazer uso dela, sem a devida citação ou autorização expressa do seu autor.
Segundo (ABNT, NBR 10520:2002, p.01) “Citação é a menção de uma informação extraída de outra fonte”.
 Essa utilização sem os princípios citados anteriormente é denominada como “Plágio” e constitui-se crime contra os direitos autorais.
 Não é simplesmente citar, diversos requisitos estão envolvidos nesse processo e faz-se necessário executa-los segundo (ABNT), “utilizando as normas NBR 10520:2002 para desenvolvimento de citações em pesquisas cientificas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. ”
Para que o trabalho não seja caracterizado plágio e não cometa crime contra os direitos autorais, o mesmo deve ser desenvolvido utilizando os mais rígidos padrões de normas técnicas instituídas pela ABNT, ou outra instituição reguladora existente.

1.2.       O Plágio e o conhecimento científico


O conhecimento é uma faculdade humana que cooperar com o desenvolvimento e crescimento da espécie, é graças a ele, que nos dias atuais, é possível ter fármacos e demais descoberta cientificas que auxiliam a erradicação de doenças.
 Segundo (GOVERNO FEDERAL, Lei nº 12.527/2011), ” Art. 6 Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a: 
II - Proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade; ”.
A pesquisa científica é como um conjunto de informações, que aos longos dos anos, foi extraída de diversos locais, e após um rigoroso processo de testes e validação é divulgada para uso do ser humano.
Segundo (GOVERNO FEDERAL, Lei nº 12.527/2011), ” Art. 4 Para os efeitos desta Lei, considera-se: 
VIII - Integridade: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino;
IX - Primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações.  ”.
A qualidade na utilização da informação gerada através das pesquisas cientificas não é simplesmente a execução de registros autorais, diversos requisitos estão envolvidos nesse processo, é necessário conscientizar as pessoas, sobre os prejuízos acumulados no passar dos anos pelo mau uso de informações, sem a correta utilização, divulgação da fonte e autor.

1.3.       Como evitar o plágio


Sem mencionar tantas outras descobertas cientificas, mas como em qualquer área, o conhecimento deve ser exercitado, através de sua divulgação e compartilhamento, porém, é nessa última parte que se inicia os problemas, como divulgar e compartilhar todos esse conhecimento gerado, de forma correta e sem cometer plágio? Segundo (CAPES) “instituições de ensino brasileiras adotem políticas de conscientização e informação sobre a propriedade intelectual, adotando procedimentos específicos que visem coibir a prática do plágio. ”
Vivemos numa era de informação e tecnologia, onde qualquer nova descoberta, percorre o mundo, em fração de segundo. Essa facilidade ocasionada pela Era da Informação tem colaborado de forma negativa para que diversas pessoas copiem obras alheias, ao invés de desenvolver suas próprias pesquisas cientificas.
Segundo (CAPES) “A OAB recomenda o uso de softwares que fazem a leitura eletrônica do texto. ”
Analisando o cenário atual, do fácil acesso a informação, e a pratica desleal do plágio, há de concordar que uma forma para amenizar essa situação de apropriação literária de conhecimento intelectual de outrem, é seguir o que foi citado pela CAPES em seu parecer de orientação.



1.4.       A ética e o conhecimento científico


A sociedade atual, vive hoje uma crise ética, mas afinal o que é ética? Como a vemos, quando estamos envolvidos na situação? A educação vem de berço, proverbio popularmente reconhecido, acredito que a ética faz parte desse proverbio.
Segundo (FARIAS) “A ética, como expressão única do pensamento correto conduz à ideia da universalidade moral, ou ainda, à forma ideal universal do comportamento humano, expressa em princípios válidos para todo pensamento normal e sadio. ”
A ética é a qualidade que dá sustentação a moralidade de uma sociedade, uma sociedade sem moral, é uma sociedade desestruturada e suscetível a todos os tipos de contravenções.
Segundo (FARIAS) “A Ética, enquanto ramo do conhecimento, tem por objeto o comportamento humano do interior de cada sociedade. O estudo desse comportamento, com o fim de estabelecer os níveis aceitáveis que garantam a convivência pacífica dentro das sociedades e entre elas, constitui o objetivo da ética. ”
É através da ética, que se desenvolve o conhecimento humano, a relação contratual ou profissional. É como uma bussola que conduz a humanidade a viver de forma correta, evitando-se quebrar princípios básico de honestidade.
Segundo (WAZLAWICK, 2009, p84) “O artigo científico é a forma academicamente reconhecida de divulgação de um trabalho de pesquisa”
O conhecimento cientifico é depende da ética para seu correto desenvolvimento, sendo essa, a ética, uma definição do que é certo ou errado, não é permitido que a produção cientifica seja corrompida nos seus valores éticos.
Segundo (FONSECA, 2012, p13) "O conhecimento científico surge da necessidade de o homem compreender os fenômenos de forma clara, a mais próxima da verdade. Ele sai de uma posição meramente passiva."
A humanidade é uma raça em evolução, que busca a cada instante sua perfeição e crescimento intelectual, esse último, é literalmente dependente da pesquisa científica. A pesquisa científica como instrumento de qualificação do ser humano deve ser desenvolvida sobre ética, para que a humanidade também o seja. A ética resume-se como tudo aquilo que é bom ou mau, para que uma pesquisa seja boa em todos os sentidos, ela precisa ser ética.

1.5.       A ética acadêmica para evitar o plágio


Segundo (FARIAS) “O fato de se considerar a Ética como a expressão única do pensamento correto implica a ideia de que existem certas formas de ação preferíveis a outras, às quais se prendem necessariamente um espírito julgado correto. ”
O plágio acadêmico como visto anteriormente, é apropriação indevida, de conhecimento científico produzido por outra pessoa. Por ser uma conduta moralmente inaceitável e ser crime contra os direitos autorais, é preciso conscientiza o atual e futuro pesquisador que tal atitude não produz conhecimento.
Foi exposto no início do texto, sobre as recomendações da OAB a CAPES, referente a forma de coibir a pratica do plagio na esfera acadêmica. Acredita-se que além do processo de evangelização para conscientizar os acadêmicos, para não cometer tal inflação “plágio”, deve-se usar de ferramentas tecnológicas para detectar e punir tal pratica, pois da mesma forma que se usa a tecnologia para pratica do plágio, algo ilegal; deve-se usa-la para evitar que essa pratica e extingui-la dos meios acadêmicos, pois trata-se de um câncer que corrompe o conhecimento cientifico.



2.          REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



GOVERNO FEDERAL, Lei de Direitos Autorais (LDA)9.610/1998. Disponível em http://www.planalto.gov.br/CCivil_03/leis/L9610.htm– Acesso em 24/05/15

GOVERNO FEDERAL, Lei de Acesso à Informação (LAI) 12.527/2011. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm – Acesso em 17/05/15

MICHAELIS, Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=plagiar– Acesso em 02/06/15

ABNT, Associação Brasileira de Normas (NBR) 10520:2002. Disponível em http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=2074 Acesso em 02/06/15

CAPES, Orientação Capes – Combate ao plágio. Disponível em http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/OrientacoesCapes_CombateAoPlagio.pdf Acesso em 02/06/15

WAZLAWICK, R.S. Metodologia de Pesquisa para Ciência da Computação. 6 reimpressão. Rio de Janeiro, Elsevier, 2009, 104p.

FARIAS, A. Legislação e Ética Profissional. Disponível em http://www.crc-ce.org.br/crcnovo/download/apost_eticacrc.pdf Acesso em 02/06/15

FONSECA, R. C. V. Metodologia do Trabalho Científico. 1. ed. Curitiba: IESDE BRASIL, 2012. 94p.


COPYSPIDER. Software Anti-Plágio. Disponível em http://www.copyspider.com.br/main/pt-br/qual-o-percentual-aceitavel-para-ser-considerado-plagio " Acesso em 02/06/15

Apresentada na Disciplina  Metodologia Científica do Curso de Graduação em Bacharelado em Direito AMBRA College

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